Islândia: roteiro de 8 dias dando a volta completa na ilha

Islândia é a terra do fogo e do gelo. Respira ar puro. Atrai aventureiros. O ponto de partida para uma viagem em sentido horário pela ilha é a capital e maior cidade do país, Reykjavik.

Islândia é a terra do fogo e do gelo. Respira ar puro. Atrai aventureiros. Traz memórias profundas. Pousar na Islândia é como pousar em outro planeta. Longe de tudo e de todos, o país com uma área de cerca de 103 mil quilômetros quadrados fica no meio do Oceano Atlântico Norte, cercada por Faroe Islands, Groenlândia e Noruega.

Considerada a segunda maior ilha da Europa, a Islândia é um país peculiar. Cavernas subterrâneas de gelo dividem espaço com imponentes vulcões, glaciares, aurora boreal, o sol da meia noite, gêiseres e outros fenômenos naturais que só estando lá para entender quão majestoso é esse lugar.

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Uma das melhores formas de conhecer o país é fazendo uma road trip. A famosa Ring Road, estrada circular que contorna o país com seus 1,332 km, pode ser a opção perfeita para quem quer ver os principais pontos do país. Claro que algumas escapadas para enfrentar off-road e caminhos desconhecidos deixam a viagem ainda mais especial.

Cachoeira Skófafoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Cachoeira Skófafoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

É preciso ter claro os principais desejos pelo país antes de decidir se será uma viagem no verão ou no inverno. Sim, o frio estará presente nas duas épocas – com as devidas proporções. No inverno a probabilidade de ver as cores da Aurora Boreal dançarem no céu é grande, assim como o risco de se deparar com estradas fechadas por conta da neve.

Já no verão, esqueça a aurora boreal, mas tenha a certeza de uma viagem completa pela estrada. Como o país está situado logo abaixo do Círculo Polar Ártico, as noites de verão têm luz 24 horas de meados de maio até o fim de julho.

Estrada na Islândia durante o inverno (Foto: Trip To Follow)

Estrada na Islândia durante o inverno (Foto: Trip To Follow)

E por falar em estrada, delicie-se nos cenários exuberantes e que passam longe do que estamos acostumados a ver. Não é por acaso que a Islândia tenha sido escolhida como pano de fundo de filmes e séries como ‘Batman Begins’, ‘Tomb Raider’, ‘Viagem ao Centro da Terra’ e ‘Game of Thrones’. Se você piscar, vai perder algum visual.

O ponto de partida para uma viagem em sentido horário pela ilha é a capital e maior cidade do país, Reykjavik. A cidade mais urbana da Islândia também tem pipocos de natureza em meio a prédios que passam longe de serem arranha-céus.

|Dia 1 – capital da Islândia

Apesar de ser um país para sedentos por natureza, tem muito o que fazer na capital e suas proximidades. Um dos principais pontos é a Igreja Hallgrímskirkja, cartão-postal da cidade. A igreja luterana fundada em 1986 tem 74,5 metros de altura e é considerada a maior igreja da Islândia, sexta estrutura mais alta do país.

Seu formato criado pelo arquiteto Guðjón Samúelsson, claro, foi inspirado com referências locais: o movimento da lava de um vulcão. Seu interior é clean, claro e o centro das atenções é um grande órgão, construído pelo alemão Johannes Klais de Bonn. A entrada à igreja é gratuita, mas para subir ao topo pelo elevador é preciso pagar 700 ISK.

Igreja Hallgrímskirkja, em Reykjavik, Islândia (Foto: Trip To Follow)

Igreja Hallgrímskirkja, em Reykjavik, Islândia (Foto: Trip To Follow)

Também vale a pena bater perna pelo centrinho charmoso de Reykjavik, explorar as lojas (caras, mas bonitinhas) e comer em algum restaurante charmoso com vista para a rua.

O Harpa Conference & Concert Centre é um dos prédios mais famosos da Islândia. O espaço de shows e centro de conferências é relativamente novo, foi inaugurado em 2011, e é famoso por sua fachada de vidro colorido inspirada na paisagem de basalto do país. Você pode visitar o prédio, mas também conferir a programação e, quem sabe, ter uma experiência ainda mais completa.

A escultura Sun Voyager é outro ponto turístico da capital. Eu particularmente achei mais bonito durante o inverno, com muita neve em volta e o sol alaranjado do “constante pôr do sol”. Mas vale a visita, já que é de graça e você não precisa dedicar mais do que 10 minutos por lá, a menos que queira curtir por mais tempo o visual.

 

Sun Voyager, na Islândia, durante o inverno (Foto: Trip To Follow)

Sun Voyager, na Islândia, durante o inverno (Foto: Trip To Follow)

Litoral de Reykjavik, na Islândia, no Inverno (Foto: Trip To Follow)

Litoral de Reykjavik, na Islândia, no Inverno (Foto: Trip To Follow)

A escultura de arte feita em aço fica na orla da baía de Reykjavík, em frente ao Monte Esja, e homenageia os famosos barcos vikings.

A melhor pedida para terminar o dia é dar uma escapada de 50km e visitar a famosa Blue Lagoon. Sua formação é resultado do escoamento de uma usina geotérmica. O cenário vulcânico, a água quentinha, leitosa e cheia de benefícios (com sílica, algas azuis e outros minerais) é a combinação perfeita para um começo de viagem por um dos países mais exóticos do mundo.

Para quem não sabe, a Blue Lagoon foi criada pelo homem. A usina elétrica Svartsengi usava a atividade geotermal que acontece naquele campo para gerar energia elétrica, formando as “piscinas”. Depois de um tempo, algumas pessoas começaram a se banhar ali e logo a região virou o SPA e hoje em dia também tem um hotel com diárias a partir de 162 mil ISK.

Algumas dicas importantes: reserve com antecedência e não molhe barba ou cabelo. Fiquei uma semana praticamente sem conseguir penteá-lo.

Os valores partem de 11900 ISK no inverno e 10690 ISK no verão e o pacote mais barato dá direito à entrada nas piscinas e máscara de sílica. Conforme o valor aumenta, você terá direito a drique, toalha, roupão, chinelos, espumante no restaurante, etc.

Blue Lagoon, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Blue Lagoon, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Onde se hospedar?

Sem dúvidas, quando estiver em Reykjavík, o melhor lugar para se hospedar é no nosso cantinho favorito por lá, a charmosa Vakta House. Podemos considerar a Vakta House uma pequena villa que valoriza tanto o design islandês quanto a história islandesa. A casa mantém características mais antigas, de quando foi construída e de quando uma família local vivia lá. Saiba tudo sobre nossa experiência por lá. As diárias partem de 52 mil ISK.

|Dia 2 – Emerald Glow, Hvítserkur, Búðakirkja e Kirkjufellsfoss

Deixar a capital, estender a quilometragem no caminho e se deparar com um lago verde/azul, daqueles que chegam a doer os olhos, é algo surpreendente. A Emerald Glow, ou Graenavatn Crater Lake, fica em Reykjanes e está fora do roteiro da maioria, mas merece sua visita.

A cor é devido a um alto nível de enxofre na água e também por sua profundidade de 45 metros. Geólogos consideram o Grænavatn um dos fenômenos geológicos mais notáveis da Islândia. Se o frio não estiver incomodando, caminhe por sua volta e admire vários ângulos dessa beleza.

Emerald Glow, ou Graenavatn Crater Lake, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Emerald Glow, ou Graenavatn Crater Lake, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

O lago está quase na estrada principal Krísuvíkurvegur (42) e pode ser visto quando você passa por Seltún, área geotérmica.

Rumo ao norte, na Península Snæfellsnes, entre tantas montanhas grandiosas se destaca a Kirkjufellsfoss, ou Church Mountain para os mais íntimos, perto da cidade de Grundarfjörður , escorada por cachoeiras de mesmo nome. Ela é a montanha mais fotografada da Islândia principalmente por sua formação dramática que se assemelha a torre de uma igreja. Chegar a seu topo, a 463 metros, pelo íngreme caminho é uma tarefa recomendada a alpinistas experientes.

 Kirkjufellsfoss, ou Church Mountain, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Kirkjufellsfoss, ou Church Mountain, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Os fãs da série ‘Game of Thrones’, da HBO, vão reconhecero Kirkjufell, já que ali foram feitas filmagens da 7ª temporada. A montanha é mostrada nas cenas ‘Além do Muro’, quando Jon Snow, The Hound e Jorah Mormont enfrentam o deserto na esperança de capturar um monstro morto-vivo.

No meio do caminho para o norte, depare-se com o pequeno vilarejo Búðir, com um bom litoral para observação de focas, e que abriga a Búðakirkja, igreja de madeira preta mais famosa do país. A pequena construção e o longo campo de plantações ficam aos pés da cratera vulcânica Búðaklettur. A parte oriental do campo de lava é considerado uma reserva natural desde 1977.

Famos igreja Búðakirkja, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Famos igreja Búðakirkja, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

O oeste da Islândia começa a se revelar a caminho de Laugarbakki. De um lado da estrada o oceano, do outro colinas rochosas e campos de lava misturados com campos de lavandas. Cenário improvável, mas perfeitamente real e harmonioso na Islândia.

É por lá onde o “elefante bebe a água do oceano”. O Hvítserkur, na península de Vatnsnes, é ponto para quem quer sair da rota tradicional em busca de mais uma obra natural. Há quem diga que a majestosa formação de 15 metros lembra um elefante se refrescando em águas salgadas.

Estrada na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Estrada na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Onde se hospedar?

Nós escolhemos ficar em um hotel fazenda próximo à cidade de Laugarbakki. O Gauksmyri Lodge fica na charmosa e deserta vila de Hvammstangi, com uma população de menos de 600 pessoas. A região é famosa por observação de focas e pesca em alto-mar e o hotel é uma graça, com café da manhã delicioso. As diárias custam a partir de R$ 11300 ISK.

|Dia 3 – Siglufjörður, Akureyri, Goðafos, Mývatn, Námafjall e Húsavik

Antes de partir rumo a Akureyri, a segunda maior cidade da Islândia, também vale uma escapada (longa, mas que vale a pena) até a charmosa Siglufjörður.

A pequena cidade localizada em um fiorde de mesmo nome e que abriga menos de 1500 pessoas pode ser uma boa porta de entrada para o norte do país. Além de sua beleza natural e de ter um dos melhores portos do país, ela é um centro cultural e casa do premiado Museu Herring Era (maior museu marítimo da Islândia), do Folk Music Museum e do famoso Festival de Música Folk, que acontece todo ano no início de julho.

Vilarejo Siglufjörður, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Vilarejo Siglufjörður, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Akureyri é considerada a “capital do norte” e fica a apenas 100 quilômetros do Círculo Polar Ártico. Além de ser uma charmosa cidade, é ponto de partida para lugares especiais e surreais.

A cidade possui o jardim botânico mais setentrional do mundo, que leva o nome da cidade, e uma igreja, o Museu Folclórico Islandês e a igreja Akureyrarkirkja, projetada por Guðjón Samúelsson um dos arquitetos mais famosos do país e também responsável por assinar a Hallgrímskirkja, em Reykjavík.

A viagem segue para Goðafoss e sua imponente água azul que pode ser avistada de vários ângulos. Ela tem apenas 12 metros de altura, mas seus 30 metros de comprimento no meio da natureza quase intocada impressionam.

Cachoeira Goðafoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Cachoeira Goðafoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

A cachoeira transporta a água do rio Skjálfandafljót proveniente do glaciar Vatnajökull e é conhecida pelos islandeses como “cascata dos deuses”. Segundo a lenda, Alpingi de Thingvellir, Þorgeir Ljósvetningagoði (um dos principais governantes da Islândia no ano 1000 d.C.) atirou às águas de Godafoss todos os seus ídolos pagãos, trocando os deuses vikings pelo deus cristão.

O caminho vai ficando ainda mais surpreendente quando te leva ao encontro do lago Mývatn, outro cenário famoso em “Game of Thrones”. Ele fica sobre uma área geotérmica incrivelmente ativa, e por isso tem uma geologia única. E ali do lado ficam dois lugares imperdíveis. A primeira delas é a área geotermal Námafjall. O cheiro fortíssimo de enxofre entrega o lugar. Por lá, fumarolas e “piscinas” de lama borbulham ao seu redor formando dezenas de cores.

área geotermal Námafjall, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

área geotermal Námafjall, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

A segunda é o imponente vulcão Hverfjall. A cratera, que é considerada uma das mais preservadas do mundo, tem cerca de 1 km de diâmetro e é possível chegar tanto ao pé quanto caminhar em sua beirada, a uma altura de 120 metros. Prepare-se para sentir uma energia incrível quando você se aproximar. Chega a arrepiar! Vale lembrar que ele não está inativo, apenas adormecido.

Vulcão Hverfjall, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Vulcão Hverfjall, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Fomos apenas no verão e mesmo assim nevou e fez muito frio nesse dia, o que fez com que só víssemos a cratera em si através das imagens do drone. Mesmo assim valeu a pena chegar até seu pé.

Chegamos em Husavík apenas para dormir. Dedicamos parte do dia seguinte à cidade.

Neve no pé do vulcão Hverfjall, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Neve no pé do vulcão Hverfjall, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Onde se hospedar?

Nós escolhemos o Hotel Laxhús e acertamos. São pequenas cabanas no “meio do nada” com um visual lindo. Não é muito afastada do centro da cidade e dá a sensação de estar dormindo como um verdadeiro islandês. As diárias partem de 14500 ISK.

|Dia 4 – Husavík, Arctic Henge, Studlagil Canyon, Borgarfjörður Eystri e Seydisfjordur

Seguindo viagem, bem-vindo a Husavík, capital europeia da observação de baleias (no verão)! Por lá, o avistamento de um mamífero é quase 100% garantido. Muitas empresas avisam que o tempo máximo para a primeira baleia aparecer durante um tour é de 16 minutos.

As jubarte são as mais comuns na baía de Skjálfandi. Gigantes, gentis e aparecidas, elas chegam a uma proximidade razoável dos barcos e, muitas vezes, saltam a poucos metros. ‘Here comes the tail’ (aí vem a cauda) é provavelmente a frase mais usada pelos guias para apontar o mergulho dos animais (nós não fizemos, mas os clientes do Gabriel foram e amaram).

Estrada da Islândia (Foto: Trip To Follow)

Estrada da Islândia (Foto: Trip To Follow)

Se a ideia for explorar estradas mais isoladas, essa é a hora de dirigir rumo ao Arctic Henge. O caminho é longo, mas vai te levar para uma das aldeias mais remotas da Islândia, a Raufarhöfn.

A colossal obra feita de pedras empilhadas teve início em 1996 e tem como referência Stonehenge, da Inglaterra. O monumento já é impressionante e um leigo jamais diria que ainda não foi finalizado. E provavelmente levará anos para que isso aconteça. Mas quando acontecer, vai ser possível observar o sol da meia noite através das formações em diferentes pontos de vista.

Arctic Henge, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Arctic Henge, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

O início da viagem para o leste da ilha pede olhos ainda mais abertos. Além das centenas de cavalos islandeses e de ovelhas, a probabilidade de encontrar alces brancos é maior.

O Studlagil Canyon, por onde passa o rio Jökla e considerado uma das maiores coleções de colunas de basalto do país, é parada obrigatória. Essa joia da Islândia é pouco visitada e seu isolamento deixa a experiência ainda mais especial.

 Studlagil Canyon, na Islândia (Foto: Reprodução)

Studlagil Canyon, na Islândia (Foto: Reprodução)

Esse era um dos lugares que mais queríamos conhecer, já que não chegamos lá na nossa primeira visita ao país, no inverno. Estava garoando e as pedras muito escorregadias, então não conseguimos descer, mas o visual de cima também vale a pena.

Durante séculos, o rio Jökla, com 150 quilômetros de extensão, foi um dos maiores e mais poderosos rios glaciais da Islândia. Era tão forte que dividiu o vale Jökuldalur em duas partes separadas que não tiveram muita comunicação por séculos. Era um rio perigoso e difícil de atravessar. Foi o único rio na Islândia que ficou conhecido por seu apelido, e não pelos nomes reais. Atualmente o rio é tranqulo e com água bastante azul.

Dando continuidade às belezas naturais, surpreenda-se com o Borgarfjörður Eystri, fiorde casa de um minúsculo vilarejo Bakkagerdi, com aproximadamente 100 habitantes. A lenda diz que lá é a “a terra dos elfos”.

Borgarfjörður Eystri, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Borgarfjörður Eystri, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

O local é considerado um dos melhores pontos do país para observação de papagaios-do-mar, mais conhecidos como puffins. Chega a ser impressionante a quantidade de bichos que sobrevoam e descansam em seus ninhos no fim da tarde de verão. Não é por acaso, a Islândia abriga a maior colônia da espécie do mundo.

Borgarfjörður Eystri, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Borgarfjörður Eystri, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Siga viagem e cruze um pequeno passo de montanha para chegar em Seydisfjordur, uma das cidades mais charmosas do país. Ela fica literalmente escondida no canto mais interno do fiorde que compartilha seu nome. Aqui, inclusive, a “pequena montanha” ganhou maiores proporções. Estava nevando muito, a visibilidade estava péssima… Foi uma aventura, mas valeu muito a pena!

É no pequeno porto da cidade onde chega a ferry da Dinamarca, além de ser ponto de parada de cruzeiros. As construções de madeira e a rua colorida com uma igrejinha ao fundo deixam o cenário ainda mais poético. É um lugar perfeito para contemplar.

Seydisfjordur, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Seydisfjordur, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Onde se hospedar?

Foi uma grande surpresa escolher o Hotel Snaefell, em Seydisfjordur, para nos hospedarmos. A cidade ganhou nossos corações e atualmente é uma das nossas favoritas. O hotel é bastante simples (parece uma casa), o quarto é pequenininho, mas ele fica praticamente aos pés da rua charmosa e colorida mais famosa do vilarejo. As diárias começam e 12700 ISK.

|Dia 5 – Djupivogur, Vatnajökull, Jökulsárlón e Höfn

Aqui começa a viagem para o sul do país. Agora estrada deixa de ser a protagonista da viagem e da vez a, de fato, pontos de interesses mais famosos e desejados por aqueles que visitam o país. De qualquer forma, fique atento quando o GPS indicar aproximação da cidade Djupivogur. Foi nela onde vimos um dos visuais mais lindos da road trip.

Estrada próxima da cidade Djupivogur, na Islândia (foto: Trip To Follow)

Estrada próxima da cidade Djupivogur, na Islândia (foto: Trip To Follow)

Tendo como base Höfn, cidade pesqueira no sudeste da ilha, é impossível não se surpreender com a aproximação da Vatnajökull, maior massa de gelo da Europa e que cobre 8% da Islândia. A área tem 10 vulcões centrais, oito dos quais são subglaciais. Dois deles estão entre os mais ativos na Islândia. Recentemente a UNESCO aprovou o pedido da Islândia para incluir o recém-ampliado Parque Nacional Vatnajökull como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Há duas experiências diferentes e fascinantes para fazer por lá: uma caminhada ou um sobrevoo em um monomotor pela geleira. Nós optamos pelo sobrevoo. Nós fizemos o passeio com a FlightSeeing e foi uma experiência única.

Geleira Vatnajökull, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Geleira Vatnajökull, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

O sobrevoo durou 40 minutos e vimos do alto, além da geleira, alguns vulcões e cenas que parecia que tínhamos no teletransportado para Marte. A empresa oferece voos a partir de 15 minutos que custa 19500 ISK.

Também é possível parar com o carro bem perto de onde começa a geleira e ter um pouco da sensação de estar pertinho dela.

Sobrevoo pela geleira Vatnajökull, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Sobrevoo pela geleira Vatnajökull, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

De volta para o carro, seguimos viagem. Com águas provenientes da geleira, Jökulsárlón, o lago glacial mais profundo da Islândia, com 248 metros, deságua no Oceano Atlântico, e é outro ponto alto do país. Jökulsárlón é refúgio de focas que se protegem da grande quantidade de orcas da região.

Elas dividem espaço com icebergs com coloração única que flutuam lentamente perto da margem de areia negra e transformam o lugar em um dos mais cênicos da Islândia. Não deixe de conhecer os dois lados abertos para visitação. Em um, a quantidade de gelo é impressionante, do outro, o visual da praia vale a pena.

Jökulsárlón, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Jökulsárlón, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Jökulsárlón, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Jökulsárlón, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Onde se hospedar?

Escolhemos o Arnanes Country Hotel para nos hospedar em Höfn mais precisamente dentro do Parque Nacional de Vatnajökull. O hotel é muito acolhedor e todos os hóspedes são recebidos pelo próprio dono, um apaixonado pelo país. Não é por acaso que esse hotel se tornou um dos nossos queridinhos da viagem. As diárias partem de 14200 ISK.

|Dia 6 – Dverghamrar, Fjaðrárgljúfur, Reynisfjara, Dakota Wreck e Hella

Rumo a Hella, uma rápida parada em Dverghamrar, mais um lugar fotogênico e lendário. Dizem que anões e elfos também vivem ali, nas falésias das colunas hexagonais de basalto, cobertas com basalto com cubo. Segundo geólogos, a paisagem se formou na Idade do Gelo, quando o nível do mar era muito mais alto e as fortes correntes marítimas são responsáveis pelas peculiares formações.

Já segundo a lenda, anões e duendes vivem lá dentro. Muitos islandeses ainda acreditam que isso é verdade, portanto, o Dverghamrar é tratado com grande respeito. Hoje o local é um monumento natural protegido.

Dverghamrar, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Dverghamrar, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Ali perto está o belo e dramático desfiladeiro Fjaðrárgljúfur. O cânion tem cerca de 100 metros de profundidade e 2 km de comprimento. A caminhada por lá reserva surpresas com paisagens indescritíveis.

O local foi criado por uma progressiva erosão da água que corre das geleiras através das rochas. Com isso, o cânion foi sendo minado por milhões de anos, e assim continua.

Quando o nível da água está baixo, é possível caminhar pela parte inferior do cânion. Lembre-se que é preciso sempre ter muito cuidado! Essa região está altamente sob os cuidados do país, já que se tornou muito popular e atraiu milhares de turistas após o clipe de Justin Bieber, “I’ll Show You”.

Desfiladeiro Fjaðrárgljúfur, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Desfiladeiro Fjaðrárgljúfur, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

O Fjaðrárgljúfur tem muitas partes cobertas por musgo e, caso você não saiba, o musgo da Islândia (Cetraria islandica) possui propriedades medicinais e é protegido por leis por ser muito frágio. Com isso, não caminhe sobre ele (nem nesse ponto nem em nenhum outro lugar da ilha).

Continue a viagem sentido a Vík í Mýrdal. Ao lado da pequena vila de pescadores está a mundialmente famosa praia de areia preta Reynisfjara. As pilhas de basalto que rugem ondas do mar e servem como lar de milhares aves colocaram o local na lista de 10 melhores praias não tropicais a serem visitadas no mundo segundo a National Geographic.

Segundo o folclore islandês, as colunas eram trolls que tentavam puxar navios do oceano em direção à costa.

Reynisfjara, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Reynisfjara, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Além de exótica, Reynisfjara também é muito perigosa! Muitos turistas já morreram por lá exatamente por não respeitarem as sinalizações. A praia tem ondas fortes conhecidas como sneaker waves, que aparecem esporadicamente e alcançam áreas maiores do que as ondas normais. É como se a maré subisse subtamente e “engolisse” quem estava por lá. Vale lembrar que a temperatura da água é extremamente gelada.

A viagem segue e, no meio de tanta beleza natural, um avião caído em uma praia inóspita e isolada do país chama atenção. Praia de areia preta – também conhecida como Sólheimasandur -, mar ao fundo e mais nada além de um C-47 SkyTrain da marinha dos Estados Unidos, também conhecido como Dakota Wreck abandonado por lá desde 1973.

Dakota Wreck, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Dakota Wreck, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Para chegar lá tem duas opções: uma longa caminhada, com aproximadamente 4 km para ir e 4 km para voltar, ou com uma van, que funciona em um tempo curto do dia e, particularmente, tira parte da graça do passeio. Saiba tudo sobre o avião e como chegar lá.

Veja abaixo a foto que tiramos no inverno:

 

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One of the most famous scenarios in Iceland and we love it! . Não parece um cenário de filme? #triptofollow #iceland #europe

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Onde se hospedar?

Em busca de algo totalmente exclusivo, escolhemos o Hotel Rangá, único resort de quatro estrelas do sul da Islândia. Tínhamos nos hospedados no inverno e agora nos hospedamos no verão. O hotel tem suítes temáticas, o melhor salmão no café da manhã que já comi e é muito bem localizado, em Hella. Saiba como foi nossa experiência aqui. O quarto Standard sai a partir de 37000 ISK a diária para o casal, com café da manhã incluso.

|Dia 7 – Skógafoss, Seljalandsfoss, Urriðafoss e Golden Circle


Três das cachoeiras mais bonitas da Islândia dividem a mesma região do sul do país. A primeira delas é a Skógafoss, uma das maiores quedas de água do país, com seus 60 metros de altura e 25 metros de largura. Ela impressiona pelo volume de água.

Difícil dizer seu ângulo mais bonito. Do lado leste da cachoeira tem uma trilha que leva até a passagem de Fimmvörðuhálsentre e às geleiras Eyjafjallajokull e Mýrdalsjokull.

Cachoeira Skógafoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Cachoeira Skógafoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

A segunda é a Seljalandsfoss, também com 60 metros de altura, mas com uma formação natural bastante intrigante que a transformaram num dos lugares mais fotografados do país.

As falésias formadas atrás da queda criaram uma caverna larga e rochosa que permitem o alcance a pé dos que as visitam. Pitoresco!

Seljalandsfoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Seljalandsfoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

A terceira, um pouco mais distante, é a Urriðafoss. Ela deságua no rio mais longo da Islândia, o Þjórsá, que tem 230 km e é poderoso: desce 360 m3 por segundo. Já dá para imaginar a força dessa cachoeira!

Urriðafoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Urriðafoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

O Círculo Dourado (tradução em português de Golden Circle) é um circuito de 300 km de extensão e cruza 3 pontos de interesse da Islândia: Parque Nacional Thingvellir, a cachoeira Gullfoss e o vale Haukadalur.

A cachoeira Gullfoss, que em islandês significa Catarata Dourada, fica a 100 km da capital. Tem esse nome por conta da luz dourada que reflete na água durante o pôr do sol e também por um pote de ouro que se forma no recorrente arco-íris sobre as águas.

Ela tem 32 metros de altura e 70 metros de largura, formando duas cascatas que transportam água do rio Hvítá, proveniente do glaciar Langjökull. Ela é considerada uma das cachoeiras mais bonitas do mundo e, em 1979, foi declarada Reserva Natural.

Gullfoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Gullfoss, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

O Parque Nacional Thingvellir também é um Patrimônio da UNESCO. O maior destaque desse parque é, sem dúvidas uma fissura de água nascente conhecida como Silfra. Ela fica exatamente no meio de duas placas tectônicas (norte-americanas e eurasianas) que atravessam a Islândia e tendem a se separar cerca de 2 centímetros por ano.

É possível mergulhar de cilindro por lá e desfrutar das águas extremamente cristalinas com visibilidade que pode se estender por mais de 100 metros.

Mais um fenômeno do país acontece lá perto, na zona geotermal de Geysir. O Strokkur é o geyser ativo mais visitado da Islândia e entra em erupção a cada 6 ou 7 minutos jogando a água a até 40 metros.

Strokkur, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Strokkur, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Vale ficar duas noites hospedados no Hotel Rangá ou se hospedar em Reykjavik. As localizações contemplam perfeitamente o roteiro desses dois dias.

|Dia 8 – Kerið e retorno para Reykjavik

Antes de terminar o circulo pelo país e retornar para Reykjavik, visite cratera Kerið. Kerið é um dos únicos pontos da Islândia que cobram de seus turistas (cerca de R$ 13). Também é um dos cenários que mais se transformam no verão e no inverno. A cratera de cerca de 3 mil anos de idade abriga um belo lago azulado nos meses quentes e completamente congelado quando as temperaturas caem.

Cratera Kerið, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

Cratera Kerið, na Islândia (Foto: Trip To Follow)

São 55 metros de profundidade, 150 metros de largura e 270 metros de circunferência, onde é possível caminhar por toda ela ou então chegar até a água e “mergulhar” (não no sentido literal) em mais um gigante da natureza da Islândia.

|Seguro Viagem e chip de celular

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