Guia de Fernando de Noronha

Saiba tudo sobre o paraíso brasileiro

“Noronhe-se” está ganhando cada vez mais destaque pelos apaixonados por Fernando de Noronha, em Pernambuco. Não é por acaso que a expressão entra para o vocabulário de quem conhece a ilha, uma das queridinhas do Brasil e destino dos sonhos de muitos.

Fernando de Noronha realmente atualiza as definições de “paraíso” e quem conhece volta a colocar o destino na listinha de desejos de férias. Com a gente não foi diferente.

Mirante com vista para o morro Dois Irmãos (Foto: Tati Sisti)

Mirante com vista para o morro Dois Irmãos (Foto: Tati Sisti)

Por lá, paisagem impressionante atrás de paisagem impressionante, é o famoso “aff atrás de aff”. Não é por acaso que uma de suas praias, a Baía do Sancho, já foi considerada a mais bonita do mundo algumas vezes.

Apesar dos preços altíssimos até para quem procura uma “Noronha low coast”, o destino é tanto para quem quer simplicidade quanto para quem quer luxo, mesmo que moderado. Isso porque a ilha abriga pousadas simples, até mesmo dentro da casa de locais, e também pousadas mais luxuosos – ok, esqueça aquela ideia de resort all inclusive poque Noronha não tem. Apesar disso, o “dia a dia” por lá pede que você deixe algumas exigências de lado.

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O transporte, por exemplo, é feito de buggy na maioria das vezes e praticamente a única rua asfaltada da ilha é a principal. Você terá que encarar ruas de terras, trilhas – no meio do mato ou bem definida com madeira –, vai ter que descer uma escada apertada e no meio das pedras para conhecer o Sancho. Mas acredite, tudo isso vale (muito) a pena.

Pode até parecer um pouco complicado, mas não é. Aliás, é isso que dá exatamente o clima perfeito para a ilha, que reúne um povo caloroso e receptivo, cores que dispensam filtro, águas que pedem snorkel, e programas que exigem muito protetor solar. Assim que chegar lá, basta respirar o ar puro e preparar o bolso.

De qualquer forma, Noronha já é um dos destinos do nosso #top3 pelo mundo!

|Sobre Fernando de Noronha

Fernando de Noronha é um arquipélago formado por rochas de origem vulcânica. Ao todo 21 ilhas e ilhotas fazem parte de Noronha, que ocupam uma área de apenas 25km². Desse total, 17km² são da ilha principal.

Ela foi descoberta por Fernão de Loronha – daí o nome -, entre 1500 e 1502, mas o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, em expedição realizada entre 1503 e 1504. Após o descobrimento a ilha foi convertida na primeira capitania hereditária do Brasil. Em 1737 Portugal ocupou a região por meio da Capitania de Pernambuco.

Já entre 1938 e 1945, esse pedaço do paraíso foi transformado em um presídio, época em que ocorreu muito desmatamento e as vilas e fortes foram construídos.

Visual da Pousada Solar dos Ventos (Foto: Tati Sisti)

Visual da Pousada Solar dos Ventos (Foto: Tati Sisti)

Anos depois, em 1988, o território foi reintegrado ao estado de Pernambuco e transformado em área de preservação e em 2001 a ilha foi declarada Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO.

Atualmente Fernando de Noronha pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata do Recife e é um parque ambiental protegido e com acesso controlado. Isso, de fato, encarece a viagem, mas vale o investimento. Você vai entender isso ao decorrer desse guia.

|Quando ir e quanto tempo ficar

Nós do Trip To Follow ficamos por lá 5 dias. Se nos perguntarem quanto tempo recomendamos, a resposta é: pelo menos uma semana (e mesmo assim você vai se questionar do porque não ficou mais tempo). Apesar de ser uma ilha pequena, há muito o que fazer.

Mas claro que se você tiver 5 dias ou até mesmo 3, vá! Não mude seus planos por conta disso porque nós garantimos que você não vai se arrepender.

A ilha recebe turistas o ano inteiro e em qualquer mês você vai conseguir aproveitar bastante. Como o Réveillon por lá está em alta (lembram quando Neymar curtiu com Marquezine? Temos o roteiro completo aqui), esta não é uma das melhores épocas para viajar se sua intenção é sentir a real energia do arquipélago que, fora do Ano Novo, é tranquila, sem tanta badalação e de uma paz inexplicável.

Praia Cacimba do Padre (Foto: Tati Sisti)

Praia Cacimba do Padre (Foto: Tati Sisti)

Vale destacar que as diárias ficam mais baratas nos meses mais chuvosos, entre março e junho (época que fomos), sendo abril o mês com mais chuva. Chegamos a pegar algumas tardes com o céu nublado e em um dos dias até caíram umas gotinhas, mas nada que atrapalhasse nossos planos.

Os fãs de mergulho podem se programar para viajar entre setembro e outubro, quando o mar fica no ponto para a atividade (nós mergulhamos em junho e também foi incrível). Já os surfistas podem curtir as altas ondas entre os meses de dezembro e fevereiro.

Não se preocupe quanto ao calor: Noronha tem quase 3 mil horas de sol por ano e tem uma temperatura média de 26º. Assim como o clima, a temperatura do mar também é alta e varia entre 26º e 28º.

|Taxas obrigatórias

Por ser um parque ambiental, quem vai para Noronha tem que desembolsar um valor diário para entrar e se manter no arquipélago durante o período das férias. Esteja preparado porque os valores são altos.

São duas taxas obrigatórias e que podem ser pagas online com pelo menos 4 dias de antecedência ou assim que você chegar na ilha. Recomendamos que você pague antes para não perder horas preciosas assim que pousar no paraíso. As taxas são:

Taxa de preservação ambiental: R$ 70,66 por pessoa por dia que ela passa em Noronha. Essa taxa diária, acredite, é só para “sorrir”. Ela te dá acesso à Noronha em si e não a pontos específicos como a taxa abaixo.

Taxa do Parque Nacional Marinho: R$ 106 para brasileiros maiores de 5 anos e R$ 212 para estrangeiros. Essa você só paga uma vez e ela vale por 10 dias. Lembre-se que mesmo se você pagar online, deve retirar o cartão de acesso em um dos endereços espalhados por lá. Veja aqui os endereços.

Visual do passeio de canoa havaiana (Foto: Tati Sisti)

Visual do passeio de canoa havaiana (Foto: Tati Sisti)

Com este cartão você passa a ter acesso ao considerado Parque Nacional de Noronha, que ocupa boa parte da ilha e inclui pontos imperdíveis como a Baía do Sancho, Sueste, trilha do Atalaia e trilhas dos Abreus. (Nessa área de preservação é proibido o uso de drones).

|Preços das passagens

Os voos para Fernando de Noronha saem de Natal ou Recife e as passagens, como toda a viagem em si, também não são baratas. Vale a pena ficar de olho nas promoções que sites como Melhores Destinos e Passagens Imperdíveis podem fazer.

Esse foi o nosso caso, na baixa temporada de 2017! O que geralmente custa mais de R$ 1400, no nosso caso saiu por pouco mais de R$ 800, saindo de São Paulo para Recife e Recife para Noronha, voando com a Azul.

O voo saindo de Recife dura cerca de 1h20 e o voo saindo de Natal dura aproximadamente 55 minutos. Imaginávamos que o avião da segunda parte da viagem fosse aqueles “teco teco” ao estilo ilhas mais inacessíveis do Caribe, mas nos enganamos. Apesar de ser de hélice, era maior do que pensávamos e o voo foi bem tranquilo (geralmente esses voos são feitos em um Ebraer 175 ou 190).

Dica extra! Como era de se esperar, o aeroporto da ilha é pequeno e recebe poucos voos diários na baixa temporada. Se você tiver a oportunidade de escolher seu assento, opte pelos que estão do lado esquerdo do avião, assim você conseguirá ver do alto o famoso Morro Dois Irmãos.

Vista dos morros Dois Irmãos da janela do avião (Foto: Tati Sisti)

Vista dos morros Dois Irmãos da janela do avião (Foto: Tati Sisti)

|Locomoção

A ilha é pequena, mas não dá para fazer tudo a pé e ter um meio de transporte por lá vai otimizar seu tempo, já que as praias ficam espalhadas por toda a “borda” da ilha.

Como já tínhamos comentado, praticamente só a BR-363 (via principal) de mão dupla é asfaltada e as outras são de terra, que pode se transformar em lama nos meses mais chuvosos.

Você pode optar em andar de ônibus por lá, mas a passagem custa R$ 5. O ponto negativo é que os ônibus não circulam durante a madrugada e passam apenas de 30 em 30 minutos, na maioria das vezes lotados. Os ônibus fazem apenas dois trajetos, do Poro de Santo Antônio à Baía do Sueste e vice-versa.

Táxi deve ser usado em último caso se você não quiser gastar rios de dinheiro. O valor mínimo da corrida é de R$ 20, mesmo que você não fique nem 5 minutos dentro do carro. Já dá para imaginar o valor para cruzar a ilha de ponta a ponta, né?

Já quem quer aproveitar para fazer exercício, é possível alugar uma bicicleta elétrica em algum Posto de Informação de Controle (PICs). O valor é de R$ 25 o dia, que vai das 8h às 18h.

Também é possível alugar motos (cerca de R$ 150), jipes (R$ 550) e carros, como um TR4, por exemplo. Recentemente acompanhamos a viagem da Lala Rebelo e ela alugou um do modelo por R$ 450 a diária.

No nosso caso, a escolha foi um buggy (e consideramos uma escolha incrível). Percorrer a ilha com cabelos ao vento é uma sensação única. Escolhemos um da Noronha Passeios, que têm modelos da frota antiga (veículos mais velhos) por R$ 220 a diária e modelos da frota nova por R$ 280 a diária.

Buggy estacionado na Baía do Sueste Foto: Tati Sisti)

Buggy estacionado na Baía do Sueste Foto: Tati Sisti)

A Noronha Passeios entrega o buggy onde você preferir, seja na pousada ou no aeroporto. A comunicação também pode ser feita via WhatsApp, o que facilita muito a vida.

Agora se você está se perguntando sobre o valor da gasolina, se prepare: R$ 7,30 o litro! Por isso Noronha tem a gasolina com preço mais alto do país. Com um buggy, você vai gastar um tanque em aproximadamente 2 dias e meio, mas tudo depende da sua rota diária.

|Hospedagem

Outro item que dói o coração dos mão-de-vaca! Como dito, Noronha tem opções simples e mais luxuosas de hospedagem, mas sempre com preços mais altos do que o esperado.

É preciso levar em conta suas expectativas antes de fechar sua pousada. Quer perto do centro? Perto de uma praia? Perto de mercados? Perto de uma trilha? Afinal, quanto você quer gastar?

Entardecer na Pousada Solar dos Ventos (Foto: Tati Sisti)

Entardecer na Pousada Solar dos Ventos (Foto: Tati Sisti)

Se optar por uma pousada domiciliar, que são aquelas dentro das casas dos locais, você vai encontrar um quartinho por cerca de R$250 a diária. Se optar por uma pousada, vai encontrar opções a partir de R$ 450 (se der sorte e for baixa temporada). Agora se você busca uma opção de luxo, prepare-se para desembolsar mais de R$ 700 a diária.

Para você ter uma ideia, a pousada Maria Bonita, do bruno Gagliasso, custa cerca de R$ 700 na baixa temporada. Já a pousada Zé Maria custa aproximadamente R$ 1000. A Teju-Açu Eco Pousada e a Triboju chegam a ter diárias por mais de R$ 2 mil.

Nós tivemos das experiências diferentes e interessantes por lá. A primeira foi a pousada do Marcilio, no Boldró e que faz parte do grupo EcoCharme, e tem diárias a partir de R$ 500 na baixa temporada. A pousada é simples, tem quartos pequenos, café da manhã incluso e um atendimento ótimo.

Entrada da Pousada Marcílio (Foto: Tati Sisti)

Entrada da Pousada Marcílio (Foto: Tati Sisti)

Também nos hospedamos na Solar dos Ventos, que fica praticamente pé na areia da Baía do Sueste (praticamente porque, apesar do visual para o mar, a pousada não tem acesso direto à praia).

O bangalô acomoda até 4 pessoas e o atendimento é exclusivo, daqueles que não tem o que por nem tirar. O café da manhã na varanda do quarto é imperdível. O preço também é mais salgado e uma diária custa a partir de R$ 1500.

|Onde comer

Fernando de Noronha também tem restaurantes para todos os gostos – literalmente – e bolsos. Claro que vale aproveitar para conhecer alguns dos restaurantes mais famosos da região e desfrutar de uma experiência completa, que inclui atendimento exclusivo e também um visual incrível.

Você pode economizar em um dia para esbanjar no outro comprando ingredientes nos mercadinhos e cozinhando na própria pousada (se ela oferecer cozinha aberta). Mas já vá ciente de que é quase impossível fazer uma refeição completa por menos de R$ 40 em um restaurante, até naqueles mais simples.

Risoto do restaurante Corveta (Foto: Tati Sisti)

Risoto do restaurante Corveta (Foto: Tati Sisti)

Para os dias de orçamento mais curto, uma sugestão é o Mundo Verde, que oferece tapiocas (R$ 17) e açaí (R$ 15), inclusive o famoso açaí com cupuaçu. Vale a pena experimentar. Veja abaixo algumas opções ótimas de restaurantes:

Festival Gastronômico do Zé Maria: famoso e imperdível, é queridinho dos famosos e perfeito para quem quer comer e curtir uma boa música. O festival acontece toda quarta-feira e sábado, custa R$ 180 e funciona como buffet a vontade, incluindo muitas opções de frutos do mar, além de carnes, comida japonesa e muitos doces.

Pousada Triboju: o restaurante da pousada de Durval Lelyls, do Asa de Águia, é um dos mais bem avaliado no TripAdvisor. O cardápio tem opções para os fãs de frutos do mar, carnes, massas ou risotos. Você não sai de lá sem deixar ao menos R$ 180.

Restaurante Mergulhão: mais um ponto perfeito para quem quer comer frutos do mar e beber bons drinques. O restaurante tem um visual incrível para a Praia do Porto e, por isso, faça sua reserva para curtir o pôr do sol. Se você quiser investir no menu degustação, vai desfrutar de 4 entradas, 3 pratos principais, 2 sobremesas e sair de lá satisfeitíssimo. Você vai investir cerca de R$ 200 por pessoa.

Bar do Meio: é um dos lugares mais disputados por turistas, já que tem uma das vistas mais incríveis de Noronha e o pôr do sol mais esperado. Curtir a noite num bangalô não sai por menos de R$ 500 com consumação. Se você optar por uma mesa “normal” vai pagar alto por uma cerveja, por exemplo, que custa R$ 25.

Corveta: opção para quem quer comer na Vila dos Remédios e dar um descanso para o bolso. É um restaurante “sem vista”, mas com um clima deliciosos e pratos a partir de R$ 40.

|O que fazer

Antes de começar a montar seu roteiro, selecione tudo que você não quer perder e divida as atrações de acordo com a quantidade de dias que você tem por lá.

Como tudo em Noronha, também tem opções para todos os bolsos, desde mergulhos – com um dos preços mais altos do Brasil – até curtir um drinque na sua praia preferida (mesmo que o drinque seja aquele mais baratinho comprado em um mercado).

Mergulho no Sancho (Foto: Tati Sisti)

Mergulho no Sancho (Foto: Tati Sisti)

As praias e pontos de visitação de Noronha são divididos em Mar de Dentro (Baía de Santo Antônio, Praia da Biboca, Praia do Cachorro, Praia do Meio, Praia da Conceição ou de Italcable, Praia do Boldró, Praia do Americano, Praia do Bode, Praia da Quixabinha, Praia da Cacimba do Padre, Baía dos Porcos, Baía do Sancho, Baía dos Golfinhos ou Enseada do Carreiro de Pedra, Ponta da Sapata) e Mar de fora (Praia do Leão, Ponta das Caracas, Baía Sueste, Praia de Atalaia, Enseada da Caeira, Buraco da Raquel, Ponta da Air France).

Considerando só esses pontos acima, já teríamos programação para mais de 10 dias pela ilha. Mas vamos aos outros destaques imperdíveis.

Mergulho: Noronha é considerado um dos melhores lugares do mundo para mergulhar. Então não dá para deixar de fora. A natureza dentro do mar também é de babar. Leia aqui como é o mergulho em Noronha.

Nós fomos com a famosa e recomendada Águas Claras (escolher uma empresa de confiança é fundamental para passeios que colocam sua vida em risco). Um mergulho de batismo, que tem no máximo um instrutor para cada dois clientes, custa R$ 540. Se você quiser mergulhar também no segundo ponto de parada do barco, pagará mais R$ 50. Vale a pena. Foi no segundo ponto onde vimos mais vida marinha e até tubarão.

Canoa havaiana: Esse era um dos passeios mais desejados por nós. Saímos cedinho do porto, às 5h, para ver o nascer do sol à bordo da canoa havaiana. Fomos guiados por Marcão da Canoe Clube, e realmente foi uma experiência única.

Passeio de canoa havaiana (Foto: Tati Sisti)

Passeio de canoa havaiana (Foto: Tati Sisti)

Fizemos uma pausa para nadar perto do Morro de Fora e também entramos na caverna do Capitão Kid, que não faz parte do roteiro oficial, mas alguns clientes são brindados com a experiência. Por lá, uma piscina natural privativa que exige que você salte da canoa, nade até o morro, escale algumas pedras e curta o visual. Vale lembrar que isso só é possível se a maré colaborar no dia do seu passeio. O passeio custou R$ 130.

Baía do Sancho: obviamente é um dos passeios que você não pode deixar fora do seu roteiro. Mesmo que você a conheça de barco, vale a pena ir a pé e passar algumas horinhas em uma das mais belas praias do mundo. Ela fica dentro do Parque e para chegar na areia, é preciso seguir uma trilha e a famosa escadaria apertada pelas pedras que te levam até a praia. Faz parte da aventura e a recompensa é impagável.

Do outro lado da trilha fica a Baía dos Golfinhos com vários monóculos para você “caçar” os golfinhos. O melhor horário para encontra-los é pela manhã. Por isso, chegue cedo! Quando fomos, mais de 130 golfinhos estavam por lá (sempre tem alguém do próprio parque fazendo a contagem). Ainda lá você pode curtir o mirante do Morro Dois Irmãos (Mirante da Baía do Sancho, que tem um visual de cartão-postal de Noronha.

Baia do Sancho (Foto: Tati Sisti)

Baia do Sancho (Foto: Tati Sisti)

Tour pela ilha: é opção para quem quer conhecer e se localizar na ilha e também para aqueles que não vão aluar carro, mas querem curtir diferentes visuais. Nós não fizemos (estávamos de buggy), mas indicamos fazer com a empresa Noronha Passeios.

Passeio de barco: curtimos um dia das 9h às 13 em um belo barco da Trovão dos Mares. O passeio te leva para conhecer praias do Mar de Dentro e faz uma pausa estratégica na Baía do Sancho, onde é possível mergulhar, curtir o visual de outro ângulo e almoçar.

É nesse passeio também onde a probabilidade de ver golfinhos é gigante. Por causa do horário, eles costumam acompanhar o barco em um verdadeiro show particular. Quem quiser também pode acrescentar ao pacote o PlanaSub, pranchinha puxada pelo barco que permite que você afunde e admire o fundo do mar com a ajuda de um snorkel. O passeio de barco custa R$ 250 e o PlanaSub mais R$ 50.

Trilhas: não fizemos, mas ficamos com vontade (motivo para voltar). As trilhas mais conhecidas de Noronha são as do Atalaia, dos Abreus e do Morro de Fora. Para fazer a do Atalaia é necessário fazer uma reserva antes e o guia custa aproximadamente R$ 150.

A trilha dos Abreus precisa ser agendada na Sede do ICMBio. Se você estiver com um grupo grande, tenha em mente que cada visitante pode agendar no máximo 6 pessoas de uma única vez. Veja horários de agendamento das trilhas.

Ponta da Air France e Capela São Pedro dos Pescadores: dedique tempo para conhecer a pequena igrejinha de Noronha, famosa por casamentos incríveis. Lá perto também fica a Ponta da Air France, onde o Mar de Dentro e o Mar de Fora se encontram. É um visual lindo! O nascer do sol desse ponto também é imperdível.

Capela São Pedro dos Pescadores (Foto: Tati Sisti)

Capela São Pedro dos Pescadores (Foto: Tati Sisti)

Pôr do sol: sim, considere essa uma atração a parte. Isso porque Noronha reúne vários pontos onde esse momento do dia é imperdível. Por isso, programe-se para assisti-lo cada dia de um lugar. Veja que horas acontecerá o pôr do sol na época em que você estiver lá.

Um dos lugares mais famosos, mas que não demos sorte com o tempo, é o Mirante do Boldró. Mas como é um dos pontos mais famosos, prepare-se para se deparar com o mirante cheio. Nada que vá estragar esse espetáculo da natureza, certo? Entre os outros luares estão o Forte dos Remédios, a Capela de São Pedro, a Pedra do Bode, o Restaurante Mergulhão e o Bar do Meio.

|Praias que merecem atenção

Obviamente 5 dias é pouco tempo para conhecer todas as praias, ainda mais quando você quer dividir o tempo com outras atividades, como citamos acima. Mas algumas praias que conhecemos realmente merecem sua atenção.

Além da Baía do Sancho, como falamos, dedique tempo para conhecer a praia do Sueste. Para entrar no mar é obrigatório o uso de colete salva-vidas (que é possível alugar no ponto de apoio da praia), mas vale a pena dedicar alguns bons minutos dentro da água. Foi lá onde vimos inúmeras e grandes tartarugas nadando e se alimentando perto dos corais que tem do lado direito da praia.

É possível pagar um guia que te leva “no ponto certo” onde elas costumam ficar, mas fomos sem – economizamos um dinheirinho – e tivemos boas surpresas por lá. Além disso, a faixa de areia é relativamente grande e ótima para quem quer pegar um bronzeado.

A Cacimba do Padre e uma das maiores de Noronha, tem 900 metros, um visual incrível para o Morro dois Irmãos, areia clarinha e fofa, mas também nos conquistou pela incrível vida marinha. Já pensou em colocar o snorkel, correr para o mar, ficar com a água na cintura e ver tubarão? É uma experiência única.

Não fomos na Praia do Cachorro, mas é um bom motivo para a gente voltar para Noronha. É lá que fica o famoso Buraco do Galego, uma piscina natural que tem 2,5 metros de diâmetro e 3 metros de profundidade, perfeito para quem quer dar um mergulho (e tirar fotos maravilhosas).

Praia do Leão (Foto: Tati Sisti)

Praia do Leão (Foto: Tati Sisti)

Já a Praia do Leão é a queridinha do Mar de Fora de Fernando de Noronha, já que  é casa de desova de tartarugas marinhas de janeiro a junho. A praia tem esse nome por conta da enorme formação rochosa dentro do mar que se assemelha a um leão-marinho deitado.

Ao lado dessa rocha tem outra, o Morro da Viuvinha, que reúne uma infinidade de ninhos que transformam o local em um santuário de aves. O mar é um pouco mais agitado e a praia costuma ser ainda mais deserta que as outras da ilha.

Dica: compre seu pé de pato e snorkel antes de ir para a ilha e carregue-os para todos os lados. Além de economizar uma boa grana, você vai aproveitar demais o mar.

Veja mais fotos na galeria abaixo:

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  1. Noronha ainda é um sonho. Lendo seu texto tive ainda mais e mais vontade de pegar um voo e ir até la. A cor dessa água e essa paisagem. Sensacional né?
    Ótimo post

  2. Ruthia Portelinha says:

    Morei no Brasil 1 ano e não consegui ir a Fernando de Noronha. Hoje arrependo-me muito disso. Acho bem que o acesso seja controlado, quem sabe assim se consegue preservar esse paraíso

  3. Ai, Fernando de Noronha é o sonho de muita gente – e eu estou entre essas pessoas hehehehe depois da foto da marquezine “noronhe-se” que viralizou, fiquei com mais vontade ainda. agora esse post… socorro! 😀

  4. Tenho tanta vontade de conhecer Fernando Noronha! Deve ser um lugar maravilhoso. Acho que é dos lugares que mais quero conhecer no Brasil.

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