Nova Zelândia de ponta a ponta

Dicas para um roteiro perfeito no país

É preciso literalmente viajar no tempo para ir do Brasil à Nova Zelândia. Não tem voo direto para lá. Por isso, partimos de São Paulo rumo a Buenos Aires às 19h de uma sexta-feira e chegamos no domingo às 5h do horário local.

Faça as contas: a diferença de fuso para o Brasil é de 15 horas, sem horário de verão e chegamos na manhã do domingo na Nova Zelândia,  ou seja: nosso sábado praticamente não existiu (embora continuasse sendo sábado no Brasil). Pode parecer confuso, mas isso é basicamente para você entender a nossa “viagem no tempo”.

Apesar de ser longo, 13 horas para ir e 11 horas para voltar, o voo não é tão cansativo quanto parece. Voamos de Air New Zealand, que tem distrações suficientes para você passar o tempo. Na TV disponível para cada passageiro, é possível assistir a dezenas de filmes, ouvir música, planejar sua viagem – já que tem uma apresentação completa de cada cidade do país -, aprender as regras para dirigir na “temida” mão inglesa e até conversar por chat com outros passageiros do avião.

Vista de Queenstown, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Vista de Queenstown, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Brasileiros costumam ir para o outro lado do mundo para fazer um roteiro básico, que inclui as cidades e atrações mais famosas. Entre elas estão Auckland, a maior cidade do país; Queenstown, famosa pelo turismo de aventura; e claro, visitar o Hobbiton Movie Set, onde foram gravadas cenas das trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit.

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Com a bela natureza, os turistas são surpreendidos com outras cidades que encontram pelo caminho, principalmente se rodam o país de norte a sul. Cerca de um terço do país está protegido pelo Parque Nacional, aproximadamente  30% é coberto por florestas naturais e nenhuma cidade fica a mais de 130 km do mar. Poluição é praticamente inexistente no país.

Geleiras espetaculares, fiordes pitorescos, montanhas acidentadas, vastas planícies, colinas, floresta subtropical, planalto vulcânico, quilômetros de litoral com maravilhosas praias arenosas: você encontra tudo isso na Nova Zelândia.

| Visto e imigração

A imigração da Nova Zelândia é muito tranquila, já que eles estão bem acostumados a receber brasileiros que vão com visto de turismo. Apesar disso, nós não encontramos muitos brasileiros durante nossas paradas pelas cidades do país.

Brasileiros não precisam de visto para visitar a Nova Zelândia e têm direito de ficar até 3 meses por lá, já que o Brasil faz parte do acordo de isenção de visto. Ao entrar no país, é preciso apresentar um passaporte válido (pelo próximos seis meses), passagem de volta e comprovante de hospedagem e renda suficiente para ficar lá durante a viagem.

Por curiosidade, os vistos de emprego temporário nas férias estão disponíveis para jovens, geralmente, com idades entre 18 e 30 anos. Eles permitem que você viaje e trabalhe na Nova Zelândia por até 12 meses. Para se inscrever, você precisa ter uma passagem de volta ou dinheiro o suficiente para pagar por uma e ir com o propósito principal de turismo, sendo o emprego uma intenção secundária.

Franz Josef Glacier, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Franz Josef Glacier, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

| Moeda

Na Nova Zelândia a moeda utilizada é o dólar neozelandês. A cotação pode variar, mas fica em torno de R$ 2,30 a R$ 2,70 (valores de agosto de 2017).

Os principais cartões de crédito podem ser usados na Nova Zelândia (Visa, MasterCard, American Express e Diners Club).

| Como chegar

Como falamos, não tem um voo direto para nenhuma cidade da Nova Zelândia saindo do Brasil. É preciso fazer uma conexão em Santiago, no Chile, ou em Buenos Aires, na Argentina. Auckland Airport concentra o maior número de embarques e desembarques internacionais, mas Hamilton, Wellington, Christchurch, Queenstown, Dunedin e Rotorua também têm aeroportos internacionais.

As passagens geralmente partem de R$ 4 mil. O valor é um pouco salgado, por isso, vale a pena passar pelo menos 20 dias pela região, mesmo que opte por dividir a viagem com outro país (nós também fomos para Tonga e a viagem total deu 23 dias).

| Clima e fuso horário

As estações do ano na Nova Zelândia seguem o mesmo período do Brasil, mas o inverno tem temperaturas muito mais baixas. Em algumas cidades chegam a ser negativas e nevar é bem comum. Muitos dizem que a melhor estação para visitar o país é o verão, mas visitamos no fim do inverno e foi incrível.

Fato é que o país oferece muitas atrações ao ar livre por conta da exuberante natureza e o frio pode dificultar um pouco, além de – algumas vezes – bloquear parques e estradas.

Tongariro National Park, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Tongariro National Park, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

O clima na Nova Zelândia é considerado temperado em quase todo o país e na maior parte do ano.

O horário de verão inicia sempre no último domingo de setembro e termina na madrugada do primeiro domingo de abril do ano seguinte.

A temperatura média no país diminui conforme você viaja para o sul. Janeiro e fevereiro são os meses mais quentes e julho é o mês mais frio do ano. No verão, a média das faixas de temperatura máxima varia entre 20 e 30 ºC (70-90 °F) e no inverno entre 10 e 15 ºC (50 a 60 °F).

Caminho para Queenstown, na Nova Zelândia (Foto: Heidi Moriyama)

Caminho para Queenstown, na Nova Zelândia (Foto: Heidi Moriyama)

A neve aparece geralmente durante os meses de junho a outubro, embora breves períodos frios possam ocorrer fora desses meses. A maior parte da neve na Nova Zelândia cai nas áreas montanhosas, como Central Plateau ao norte e Southern Alps ao sul. Ela também cai fortemente no interior de Canterbury e Otago. Vale lembrar que o clima da Nova Zelândia pode mudar de forma inesperada e você pode vivenciar as 4 estações do ano em apenas um dia.

| Como se locomover

A Nova Zelândia é um país pequeno, quase do tamanho do Rio Grande do Sul. Por isso, se você tiver tempo, desembarque no topo da ilha norte (Auckland) ou no fim da ilha sul (Queenstown), alugue um carro e percorra pelas belas estradas do país para conhecer diferentes cidades. Vale lembrar que nenhum voo interno dura mais que 2 horas.

Para sair do aeroporto, é possível pegar táxis (opção mais cara), shuttle (opção mais barata), ou se dirigir até os pontos de retirada de carros alugados. O aluguel de carro por lá vale muito a pena, como já falamos na matéria com 7 motivos para você alugar um carro na Nova Zelândia. Nós alugamos com a Hitch Rental Cars.

Estradas da Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Estradas da Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

As estradas do país, em geral, são muito boas, seguras e asfaltadas. Mas a maioria também é uma mão que vai e outra que vem, sem acostamentos, o que necessita atenção redobrada. Até porque a direção por lá é mão inglesa, ou seja, dirige-se do lado direito do carro e na faixa da esquerda.

É muito comum encontrar trailers e motorhomes pelas estradas. Por isso, há muitos lugares específicos para quem quer estacionar e passar a noite por lá, seja dentro de Parques Nacionais (sem custo) ou em campings (preços bem convidativos).

Se você não estiver de carro, provavelmente terá que se restringir a visitar poucas cidades e usar mais o transporte público. Táxi por lá é mais caro do que em São Paulo, por exemplo.

Use esta calculadora para saber o período de viagem aproximado e distância entre dois pontos na Nova Zelândia.

| Idioma

O idioma māori é considerado um tesouro nacional e é falado por cerca de 23% dos neozelandeses. Muitos lugares por lá têm nomes maoris. De qualquer forma, o inglês é a língua oficial do país.

| Geografia

A Nova Zelândia tem uma área de 270.534 km², fica na Oceania e é isolada geograficamente. Seus vizinhos mais próximos são Austrália, Nova Caledônia, Fiji e Tonga. A Nova Zelândia está localizada sobre duas placas tectônicas: a do Pacífico e a australiana. A ilha norte e algumas partes de ilha sul estão situadas na placa australiana, e o restante do sul está sobre a do Pacífico. Como essas placas estão constantemente se deslocando e colidindo entre si, a Nova Zelândia recebe muita ação geológica.

Por conta de sua posição no globo, o país desenvolveu uma natureza diferente de quase tudo o que se vê por aí. As paisagens são impressionantes e imponentes (curiosidade: sabia que não existem cobras na Nova Zelândia?).

O país é formado por duas ilhas: Norte e Sul. As maiores cidades da Nova Zelândia estão ao norte, como Wellington (capital) e Auckland. O país tem aproximadamente 4,6 milhões de habitantes, sendo que há mais ovelhas que pessoas vivendo lá (estimativa 2016).

Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

| Segurança e receptividade

Pode viajar tranquilo: a Nova Zelândia é um dos países mais seguros do mundo. O lugar ocupa a 4ª posição no ranking dos países mais seguros segundo o Global Peace Index 2016, estudo anual realizado pelo Instituto de Economia e Paz (IEP).

Além disso, ocupa o 9º lugar em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e é referência no combate à corrupção.

Os neozelandeses têm uma cultura bem mista: maori, europeia, asiática e das ilhas do Pacífico. Aliás, prepare-se para encontrar muitos orientais por lá, principalmente em Auckland. No geral, eles são bastante receptivos e amigáveis.

Auckland, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Auckland, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

| Roteiro de carro de 14 dias pela Nova Zelândia

É possível cruzar de carro a Nova Zelândia passando pela ilha norte e pela ilha sul. Durante 14 dias, o Trip To Follow rodou mais de 3 mil quilômetros de Auckland até Milford Sound. Veja o roteiro da Ilha Norte, Auckland até Wellington e também o roteiro da Ilha Sul, de Picton até Milford Sound.

Milford Sound, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Milford Sound, na Nova Zelândia (Foto: Tati Sisti)

Se você não tiver tanto tempo, pode escolher uma das ilhas para explorar com mais calma. Em ambas você será surpreendido por belezas naturais e atrações ao ar livre. Mas se formos recomendar uma das ilhas, sugerimos a Ilha Norte. Foram nossas cidades preferidas e abriga algumas das estradas mais lindas que já viajamos até hoje.

| Informações extras

  • DDI da Nova Zelândia – 64
  • A cobrar via Embratel – 1999177
  • Voltagem e tomadas: Tipo I, 220 volts (tomada com 3 pinos achatados, sendo dois na diagonal e outro na posição vertical, na parte inferior.
  • As gorjetas na Nova Zelândia não são obrigatórias, mesmo em bares e restaurantes.
  • Mercadorias e serviços estão sujeitos ao imposto sobre mercadorias e serviços (GST) de 15% incluído no preço exibido. Turistas não podem restituir esse imposto.
  • A Nova Zelândia é a casa do All Blacks, seleção favorita de rugby no mundo. Eles são os ‘donos’ daquele grito de guerra marcante, o Haka, com coreografia e letra maori.
  • A Nova Zelândia possui uma forte tradição em disponibilizar casas de férias. Nenhuma casa é igual à outra e podem variar desde uma simples cabana à beira do mar até hospedarias de luxo nas montanhas. Por lá, a palavra “bach” (fala-se “batch”) significa ‘casa de férias’, espalhadas por todas as cidades do país, próximas ao mar, aos famosos lagos, nas cidades maiores ou até mesmo do ladinho das florestas e dos parques nacionais.

***  Em roadtrips longas como esta, é indispensável alugar um carro com seguro completo e analisar as condições de retirada em um ponto e devolução em outro. Faça um orçamento completo com a Hitch Rental Cars.

Além disso, para maior segurança e tranquilidade, faça sempre um seguro viagem. Nós fizemos um com a Chancetour Viagens, que tem um preço bem acessível e ampla cobertura! A tranquilidade de saber que você está seguro em todos os aspectos faz com que você curta muito mais sua viagem. Peça seu orçamento aqui!

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