América do Sul

Roteiro de 5 dias por Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu

Cusco é o ponto de partida para quem tem Machu Picchu como destino final. Mas a região esconde dezenas de sítios arqueológicos que você deve conhecer

Cusco, no Peru é parada obrigatória para quem tem como destino final Machu Picchu. A cidade foi a segunda parada no Peru, após 4 dias na capital, Lima.

Além de ser uma cidade adorável e charmosa, ela serve como ponto de partida para diversos passeios arqueológicos na região. Entre eles, além de Machu Picchu, estão o Valle Sagrado, a Rainbow Mountain, Huacachina e outros.

Pequena, charmosa, aconchegante, com um colorido andino e um pouco mais fria, é uma cidade muito fácil de ser desbravada. Esqueça prédios e hora do rush. Por lá a carinha de cidade de interior divide espaço com grande abordagem de empresas turísticas e clima mais rústico.

Se você não fechou alguns passeios essenciais antes da viagem, não se preocupe porque lá no centrinho você encontra de tudo. De qualquer forma, vale destacar que é importantíssimo deixar a visita ao Machu Picchu agendada (post em breve).

Chinchero (Foto: Tati Sisti)

Chinchero (Foto: Tati Sisti)

| Dica extra para evitar Soroche

O mal de altura é muito comum nas pessoas que visitam Cusco e Machu Picchu por conta da altitude. Sintomas como dor de cabeça, enjoo e falta de ar são os mais comuns.

Por isso, os peruanos recomendam que no dia anterior de embarcar para Cusco você tome as famosas Soroche Pills, um comprimido que evita os sintomas citados acima.

Chegando em Cusco, aposte no chá de coca (disponível grátis na maioria dos hoteis) ou em balinhas de coca que você encontra em qualquer farmácia. Tanto o chá quanto as balas ajudam na oxigenação do sangue.

Nós tomamos os comprimidos e seguimos com o “tratamento” por mais um dia e não sentimos absolutamente nada (ok, só uma leve falta de ar quando adávamos muito).

Lembre-se que Machu Picchu está a 2400 metros acima do nível do mar e Cusco está a 3400 metros acima.

Veja abaixo um roteiro completo de 4 dias por Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu.

| Onde se hospedar em Cusco

É importantíssimo escolher um hotel no centro e principalmente perto da estação de ônibus que nos leva ao trem para Machu Picchu. Dessa forma, você conseguirá fazer absolutamente tudo caminhando.

Nós ficamos no Xima Cusco Hotel um 4 estrelas com bom custo-benefício, café da manhã incluso e localização perfeita.

O hotel fica a aproximadamente 4 km do aeroporto e não demoramos mais do que 20 minutos para chegar.

Xima Cusco Hotel (Foto: Tati Sisti)

Xima Cusco Hotel (Foto: Tati Sisti)

| Dia 1 – Cusco

Saímos de lima por volta das 15h e às 16h30 já estávamos na pequena cidade. É hora de se acostumar com a altitude, investir no chazinho de coca e, se não estiver se sentindo bem, descansar. Caso esteja bem, é o melhor momento para bater perna no centrinho.

O que fazer

Plaza de Armas: é o ponto inicial para qualquer passeio pela cidade. Ela é bonita, bem decorada e cheia de lojinhas (lugar perfeito para comprar souvenir) e restaurantes com bons preços.

Preço: grátis
Endereço: Plaza Mayor, Centro de Cusco 08000, Peru
Horário de funcionamento: 24 horas

Plaza de Armas (Foto: Tati Sisti)

Plaza de Armas (Foto: Tati Sisti)

Basílica Catedral de Cusco: ela tem 3 naves, 12 capelas e uma arte riquíssima em seu interior. A Catedral, que demorou mais de 100 anos para ser concluída, está entre as maiores catedrais do mundo e merece sua visita. Lembre-se que é proibido fotografar lá dentro

Preço: 25 soles
Endereço: Cusco 08000, Peru
Horário de funcionamento: das 10h às 18h

Basílica Catedral de Cusco (Foto: Tati Sisti)

Basílica Catedral de Cusco (Foto: Tati Sisti)

Qoricancha: hoje também conhecido como Convento de Santo Domingo, o templo dedicado ao Deus do Sol foi de extrema importância no império Inca. Antes da chegada dos espanhóis, ele era completamente coberto por ouro.

Preço: 10 soles
Endereço: Santo Domingo s/n, Cusco 08000, Peru
Horário de Funcionamento: de segunda a sábado, das 8h30 às 17h30; domingo das 14h às 17h

Qoricancha (Foto: Tati Sisti)

Qoricancha (Foto: Tati Sisti)

|Dia 2 – Moray, Maras e Vale Sagrado

É claro que com um carro você pode fazer esse roteiro sozinho. Mas além de pagar picado para entrar em cada sítio arqueológico, vai perder informações preciosas que um guia pode dar, além de ser mais cansativo. Nós fizemos com uma empresa, em uma van, e recomendamos.

Para fazer esse tour, é necessário comprar o famoso BTC, tíquete turístico que permite a entrada aos parques arqueológicos, que inclui Pisaq, Ollantaytambo e outros 13 atrativos.

São 4 opções de tíquete:
General (130 soles adulto / 70 crianças) – você pode usar por 10 dias e te dá acesso total a todos os atrativos.
Parcial I (70 soles) – você pode usar por um dia e te dá acesso apenas ao Parque Arqueológico de Saqsayhuaman, Qenqo, Puka Pukara e Tambomachay.
Parcial II (70 soles) – você pode usar por dois dias e te dá acesso ao circuito II. Veja os lugares aqui (http://www.cosituc.gob.pe/tarifario.html)
Parcial III (70 soles) – você pode usar por dois dias e te dá acesso ao circuito III. Veja os lugares aqui. Esse foi o que compramos e que inclui os melhores atrativos.

O que fazer

Chinchero: é uma comidade pequena, onde mulheres ainda se vestem como a tradição (quechua) e, para os turistas, mostram o processo artesanal de transformar a lã das alpacas e das ovelhas em tecido. Em seguida, conhecemos o sítio arqueológico de Chinchero, repleto de ruínas históricas com uma arquitetura imponente em um dos lugaresm mais bonitos naturalmente que passamos. O local foi escolhido pelo Inca Túpac Yupanqui para ser seu local de residência, onde mandou construir seus palácios

Chinchero (Foto: Tati Sisti)

Chinchero (Foto: Tati Sisti)

Moray: o local impressiona de cara. Antigamente Moray era um importante sítio de estudos agrícolas e por isso foi construído com vários “degraus”, com a diferença exata de 15Cº entre a base e o topo. Vale caminhar para ver essa construção mais de pertinho.

Moray (Foto: Tati Sisti)

Moray (Foto: Tati Sisti)

Salineras de Maras: não era época de produção de sal quando fomos (março), mas mesmo assim valeu a visita. A salineras reúne mais de 3 mil piscinas com água salgada e que vem das montanhas e escorre por pequenas valetas do sistema que alimenta esses bolsões. A valetas são abertas e fechadas apenas com pedras colocadas pelos donos de cada piscina. Por lá você também pode comprar sal de todos os tipos! É preciso pagar 10 soles para ingressar e não está incluso no pacote.

Salineras de Maras (Foto: Tati Sisti)

Salineras de Maras (Foto: Tati Sisti)

Ollantaytambo: única cidade que mantém o traçado urbano dos grandes arquitetos Incas. Acredita-se que o local foi construído como fortaleza de defesa e também como lugar de descanso para as famílias reais que queriam chegar a Machu Picchu. A beleza de Ollantaytambo é difícil de descrever. Após a visita, almoçamos em Urubamba, em um restaurante chamado El Maiz (incluso).

Ollantaytambo (Foto: Tati Sisti)

Ollantaytambo (Foto: Tati Sisti)

Pisac: último sítio arqueológico que paramos. Localizado no meio das montanhas, era considerado ponto estratégico agrícola, militar e cultural. Além dos restos das construções Incas, é possível ver um gigantesco cemitério com túmulos construídos através de buracos na montanha.

Início do tour: 6h30 (saída do hotel)
Retorno do tour: 18h30 / 19h (retorno ao hotel)
Preço: USD 25 (Pela Machu Picchu Travel)

|Dia 3 – Trem e Águas Calientes

Saímos de Cusco às 4h50 da manhã para pegar um trem que nos leva até a estação de Ollantaytambo.

É importantíssimo ter isso tudo agendado com antecedência. São várias categorias e preços de trem e todos eles muito concorridos. O agendamento para entrar em Machu Picchu também é necessário (faremos um post passo a passo especial sobre isso).

Prepare-se para desembolsar uma grana: pagamos 130 dólares por pessoa, que inclui ônibus / trem / trem / ônibus (ida e volta). O passeio de trem dura pouco menos de 2 horas e o visual é incrível. Não demos sorte na ida e demoramos mais de 5 horas para chegar. Mas isso é assunto para outro post.

Trem para Águas Calientes (Foto: Tati Sisti)

Trem para Águas Calientes (Foto: Tati Sisti)

Onde se hospedar em Águas Calientes

Recomendamos ficar hospedado uma noite na pequena cidade. Isso torna o passeio menos cansativoe você tem mais tempo de aproveitar com calma tanto Águas Calientes quanto o próprio Machu Picchu.

Como a experiência no Casa Andina em Lima foi ótima, ficamos no mesmo hotel em Águas Calientes. Ele é muito bem localizado, ao lado da linha de trem e tem um visual maravilhoso (e até assustador) para o rio.

Endereço: Prolongación Imperio de Los Incas E – 34, Aguas Calientes, Peru

Casa Andina Águas Calientes (Foto: Tati Sisti)

Casa Andina Águas Calientes (Foto: Tati Sisti)

O que fazer

Caminhar pela cidade: exatamente por ela ser pequena e manter a cultura Inca- mesmo com a grande quantidade de turistas que chega por lá diariamente – é uma delícia caminhar pelas pequenas ruelas coloridas da cidada. A cidade é simples, rústica e sem luxo, mas tem seu charme e encanto presenteados pelos moradores e pela natureza exuberante.

A Plaza Manco Capac é muito charmosa, tem uma pequena igreja e estátuas Incas que dão boas-vindas aos turistas.

Águas Calientes (Foto: Tati Sisti)

Águas Calientes (Foto: Tati Sisti)

Mercado de souvenirs: obrigatoriamente você vai passar por ele quando sair do trem que te deixa em Águas Calientes. São centenas de barraquinhas que vendem tudo quanto é tipo de lembrancinhas, pedras e roupas de pelo de alpaca.

Banhos termais: nós não fomos por conta do atraso do trem, mas ficamos morrendo de vontade. Fazendo jus ao nome, Águas Calientes tem termas com água quentinha, com propriedades medicinais. Dizem que é muito bom para quem sofre com a altitude.

Preço: 20 soles
Horário de funcionamento: todos os dias das 5h às 20h

|Dia 4 – Machu Picchu / Cusco

É preciso praticamente madrugar para aproveitar ao máximo Machu Picchu. Ver o nascer do sol de lá, inclusive, é maravilhoso. Como nosso agendamento estava para às 6h, às 5h30 já estávamos no ponto de onde sai o ônibus que leva à entrada de Machu Picchu.

O percurso do ônibus não é muito longo, porém é ingrime, já que Machu Picchu está no alto de uma montanha da qual não é possível ver desde Águas Calientes.

Chegando lá, muitos guias nos ofereciam tours e com preços nada abusivos, mas preferimos caminhar por lá no nosso tempo, na nossa sintonia e sentir a energia sem se preocupar em acompanhar um grupo. Se valeu a pena? Valeu demais!

Machu Picchu (Foto: Tati Sisti)

Machu Picchu (Foto: Tati Sisti)

O visual é surreal. É quase impossível entender como tudo aquilo foi construído com tanta perfeição.

A Unesco o descreve Machu Picchu como “o legado tangível mais significativo da civilização inca”. Acredita-se que a cidade tenha sido construída no século XV e abandonada após a chegada dos conquistadores espanhóis ao Peru. Em breve também faremos um post especial sobre esse passeio.

Ah! Tem muitas lhamas fofas por lá também. Assista no vídeo abaixo:

Às 14h50 pontualmente pegamos o trem de volta para Ollantaytambo e, em seguida, o ônibus que nos deixou novamente em Cusco.

Preço: 208 soles (Machu Picchu + Montaña)

|Dia 5 – Cusco

Como tínhamos só mais uma manhã por lá antes de voltar para o Brasil, aproveitamos para caminhar mais um pouco no centro, explorar ruinhas estreitas e conhecer um museu.

O que fazer

Museu de Arte Pré-Colombiana: o museu reúne peças da época, além de uma história incrível da época. Aos domingos a entrada é grátis. Como estava bem vazio, uma das funcionárias nos acompanhou por todo o museu e cuidadosamente nos explicou cada acontecimento. Atrás do museu está localizado o elegante e bem recomendado MAP Café.

Preço: 20 soles; domingo é grátis
Endereço: Plaza de las Nazarenas, Cusco, Peru
Horário de Funcionamento: de segunda a domingo das 9h às 22h

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  1. wesley says:

    Oi Pessoal.

    Depois de conhecer virei fã do Blog rs.
    Gostei bastante do roteiro, é possível compartilhar a média geral da viagem com passagens, diárias e passeios

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