América Central

Tudo que você precisa saber antes de ir para Cuba

Cuba, a eterna "terra de Fidel", vive no seu ritmo, mantém algumas raízes e é destino para quem quer fazer uma imersão em uma "cápsula do tempo"

Cuba é daqueles destinos que muitos têm vontade de conhecer, mas poucos se planejam para ir. Apesar dos embargos ao país, ir para lá é mais fácil do que você imagina!

Verdade é que Cuba carece de muitos e muitos itens, desde produtos de necessidade básica e roupas, até coisas maiores como eletrônicos, carros e até mesmo um “bom papo” sobre como é o mundo lá fora. A eterna “terra de Fidel” vive no seu ritmo e mantém algumas raízes…

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Passeio de carro em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

Passeio de carro em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

Olhando de perto, mesmo que minimamente durante uma viagem, dá para perceber de cara que a vida dos cubanos não é nada fácil. Mas, apesar disso, eles encontram a felicidade em pequenas coisas e nos recebem de braços abertos. Em cada esquina, uma música diferente, com gente dançando. Segundo muitos, eles têm o que precisam: casa, escola boa, hospital de graça e um bom charuto no bolso.

Cuba é daqueles lugares onde você caminha e é quase impossível não se atentar ao que vai além das paisagens, as pessoas. É normal caminhar pelas ruas de alguma cidade de Cuba e ao pedir informação, te questionarem sobre a Carminha, de “Avenida Brasil”, ou o Comendador, de “Império” (quem lembra?).

É fato: os cubanos amam as novelas brasileiras, “são muito melhores que as mexicanas”, afirmam, e adoram descobrir que você vem de lá (sim, mesmo com todas as intrigas criadas recentemente por conta do governo atual).

Cubano pelas ruas de Hava (Foto: Tati Sisti)

Cubano pelas ruas de Hava (Foto: Tati Sisti)

Resumidamente, além da novela, os cubanos adoram conversar, saber sobre você e contar a história deles. Não para “se lamentar”, mas pelo simples prazer de conversar com alguém que vive em uma realidade bem diferente da deles.

Papo vai, papo vem, vai ser normal você ser abordado por alguém com pedidos como “você não tem uma blusinha para me dar?” ou “você não consegue me dar o shampoo do seu hotel?”. Por isso, leve doações! Separe um cantinho da mala para colocar algumas peças para doação.

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Cuba é uma “cápsula no tempo” e não dá para negar que é, de certa forma, encantador se deparar com alguns cenários combinados com carros e arquitetura antiga. Aliás, esses carros são um dos grandes atrativos da cidade para os turistas.

Aqueles modelos Chevy Bel Air 1957, Plymouth Special De Luxe 1947 ou Buick Super 1940, impecáveis e com cores lindas, são “para gringo ver”.

Isso porque esses são os que levam os turistas para um tour de aproximadamente 1 hora pelas cidades ou servem como táxi mais caro do que os outros. Os carros “da realidade” também são bem mais antigos, mas na maioria das vezes mais velhos e menos bem cuidados.

Mas pode acreditar: o centro de Havana, por exemplo, a capital do país, é mais bem preservado que o centro de muitas capitais do Brasil (podemos falar tranquilamente sobre São Paulo).

Quando em Havana – ou qualquer outra cidade – o maior conselho que podemos dar é vestir um sapato confortável e bater perna, seja perto do mar ou pelas ruelas super estreitas e abarrotadas. É como fazer uma viagem no tempo (apesar de ser muito triste em muitos momentos ver a realidade deles).

Centro de Havana, em Cuba (Foto: Tati Sisti)

|Localização e fuso horário

Cuba é um arquipélago com uma Ilha principal, a Ilha da Juventude, e cerca de 4 mil outras ilhotas localizadas no mar do Caribe, na região da América Central, com uma área total de 110.861 km².

Havana, a capital, é a maior cidade do país, seguida de Santiago de Cuba. Ao todo são aproximadamente 11 milhões de pessoas, formando então a nação-ilha com maior número de pessoas do Caribe.

O fuso horário de Cuba é GMT -4, ou seja, sem horário de verão no Brasil, Cuba está 1 hora na frente.

|Visto e outros documentos

Sim, é preciso de um visto para entrar em Cuba. O visto para Cuba, mais conhecido como Tarjeta Turística, pode ser tirado diretamente na Embaixada ou no Consulado de Cuba, se você for de São Paulo, Manaus, Salvador ou Brasília, ou se tiver disponibilidade para ir até alguma dessas cidades. Se você não for dessas cidades, o processo pode ser feito pelo correio.

Esse documento é solicitado logo no embarque aqui no Brasil e caso você não tenha em mãos, a companhia aérea nem deixa você embarcar.

O visto para Cuba dá ao viajante o direito de apenas uma entrada no país e tem validade de 30 dias. Caso você necessite mais tempo, pode conseguir prorrogá-lo por apenas mais 30 dias, mediante pagamento de uma nova taxa. Aqui você encontra todas as informações e como tirar esse visto.

Além disso, você só entra em Cuba se tiver um seguro viagem. Você pode contratar um seguro viagem no próprio país pela da empresa estatal cubana ASISTUR, responsável também pela assistência ao turista no país, ou contratar um seguro viagem no Brasil, antes da viagem (mais recomendado).

A carteira de vacinação internacional com o comprovante da vacina contra febre amarela é outro documento indispensável. Os turistas passam por uma triagem (rápida) no próprio aeroporto onde é necessário apresentar essa carteirinha.

Ruas de Havana, em Cuba (Foto: Tati Sisti)

Ruas de Havana, em Cuba (Foto: Tati Sisti)

|Chegando em Cuba (e preços)

O maior aeroporto de Cuba é o Aeroporto Internacional de José Martí, que fica aproximadamente a 19 km do centro de Havana. Não há voos diretos que saem do Brasil, então provavelmente você vai fazer escala no Panamá, no Peru, na Colômbia ou nos Estados Unidos.

Se seu plano é visitar outras cidades sem pegar carro ou transporte público, pode comprar um voo interno. As cidades mais comuns são Santiago de Cuba (Aeroporto Maceo), Cayo Largo (Aeroporto Cayo Largo Del Sur), Jardines del Rey (Aeropoto Internacional Jardines del Rey), Santa Clara (Aeroporto Abel Snatamaría) e Matanzas (Aeroporto Juan Gualberto Gómez).

Outra opção para conhecer Cuba é através de um cruzeiro. Alguns saem de Havana e passam por algumas outras cidades, outros vem dos Estados Unidos e voltam para os Estados Unidos. Lembre-se que na segunda opção é necessário ter também um visto americano.

Nós pagamos R$ 1700 ida e volta São Paulo – Havana com uma promoção da Decolar.com. Os voos para lá costumam sair mais de R$ 2100.

Castillo de la Real Fuerza, em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

Castillo de la Real Fuerza, em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

|Quando e para onde ir

Cuba tem clima tropical e tem as estações do ano dividida duas: a seca, que vai de novembro até abril e com temperatura que varia entre 18ºC e 27ºc, e a chuvosa, que vai de maio até outubro, com temperatura entre 22º e 31º.

A temperatura da água varia entre 25ºC e 26ºC de novembro até abril, e entre 27ºC e 30ºC entre maio e outubro. A temporada de furacões acontece entre agosto e outubro.

Por isso, evite visitar o país nessa época. Vale lembrar que em 2017 o Furacão Irma atingiu o centro da ilha como Categoria 5 no dia 8 de setembro.

Apesar disso, qualquer época é época para aproveitar Cuba. Se sua ideia é passar mais tempo nas praias, dê prioridade para ir ao país entre novembro e abril.

Cuba faz parte do Caribe, de fato tem praias lindas, mas se sua ideia de férias é curtir areias brancas e vazias, escolha outro destino. A graça de Cuba, pelo menos para o Trip To Follow, é a “cidade grande” (apenas na forma de dizer, pois cidadezinhas pequenas que cruzamos no caminho também valeram a viagem).

Praia de Varadero, em Cuba (Foto: Gabriel Bester)

Praia de Varadero, em Cuba (Foto: Gabriel Bester)

Em breve vamos publicar um roteiro completo aqui, mas vale o spoiler: El Nicho. A cachoeira fica na província de Cienfuegos e é considerada uma das mais belas do país. O caminho é longo, cerca de 6 horas de carro saindo de Varadero, mas com certeza vale a viagem.

|É seguro?

Sim, Cuba é um país seguro, já que as leis são bastante rigorosas. Não é permitido portar armas brancas como facas, por exemplo. Mulheres inevitavelmente (e infelizmente) acabam sofrendo um pouco mais de assédio, mas não é algo constante.

Para que saibam, eu (Tati) fiquei 3 dias sozinha em Havana, andando para lá e para cá com todo meu equipamento fotográfico e não tive nenhum problema. Os níveis de violência por lá, no geral, são baixos, principalmente em relação às mulheres. Apesar disso, é necessário ficar sempre atento.

Ruas de Havana, em Cuba (Foto: Trip To Follow)

Ruas de Havana, em Cuba (Foto: Trip To Follow)

|Dinheiro

Atualmente Cuba usa duas moedas: o peso cubano (também conhecido como moneda nacional) e o peso conversível (comumente falado pela sigla CUC). Essa segunda é a mais forte e usada no turismo. Com isso, você vai usá-la para reservar hotéis, pagar contas em restaurantes, atrações turísticas etc.

A primeira moeda citada, que também tem a sigla CUP, é mais usada pelos próprios cubanos. É nessa moeda que eles recebem o salário e pagam suas contas.

Dica: tome cuidado para não ser “enganado” e pagar em CUC e receber o troco em CUP, já que a moeda “turística” vale muito mais que a outra. Isso não aconteceu com a gente em nenhum momento, mas é importante checar.

Diferenciar as duas moedas é fácil. As notas de CUC são estampadas com monumentos nacionais e estátuas, e têm a inscrição “pesos convertibles” embaixo do valor por extenso da nota. Já as notas de CUP são estampadas com o rosto de heróis nacionais, como José Martí, Camilo Cienfuegos e Che Guevara.

E não, o CUC não é barato, tendo atualmente paridade com o euro e, com isso, viajar para Cuba se torna algo caro. Em dezembro de 2018, quando o Trip To Follow esteve em Cuba, 1 CUC era o equivalente a 4 reais (mais precisamente R$ 3,75).

Ruas de Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

Ruas de Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

Você provavelmente não vai conseguir trocar dinheiro aqui no Brasil. As casas de câmbio não costumam ter CUC. Com isso, é indicado que você leve dólar ou euro.

Muitos sites de viagens destacam que não é recomendável levar dólar (principalmente por conta do bloqueio econômico praticado pelos Estados Unidos a Cuba), mas levamos das duas moedas e, acredite, trocar o dólar foi mais econômico e tão fácil quanto o euro.

Dica: se você trocar dólar no aeroporto ou em casas de câmbio, pagará uma taxa de 10%. A melhor forma é perguntar a um taxista, por exemplo, e trocar a moeda diretamente com locais. As transações com o euro nos pontos oficiais não sofrem essa taxação.

Você também pode sacar CUC ou trocar seu dinheiro logo que chega em caixas eletrônicos disponíveis no aeroporto.

|Uso de cartões

Você provavelmente não vai usar o cartão de crédito em nenhum momento. São raríssimos os lugares que aceitam cartão de crédito, incluindo hotéis e restaurantes.

Ainda assim, quando aceitam, dão preferência aos com bandeira Visa. E não estranhe as máquinas precárias de cartão, pois elas são gigantes e muito antigas. Sendo assim, opte por levar dinheiro em espécie!

Vista a partir do Capitólio, em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

Vista a partir do Capitólio, em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

|Gorjeta

Você não vai encontrar taxa de serviço em muitos restaurantes apesar deles serem bem caros na maioria. De qualquer forma, costuma-se deixar 15% de gorjeta.

Portanto, a maioria dos banheiros de restaurantes, museus, tem um funcionário na entrada que raciona o papel-higiênico e cobra cerca de 25 centavos de CUC para que você possa usar.

O mesmo acontece em hotéis. Na maioria deles o hóspede é surpreendido na última diária com um bilhetinho carinhoso de uma camareira pedindo ajuda com algum dinheirinho.

Na rua o mesmo acontece. Tem muitos cubanos fazendo arte, música ou até mesmo prontos para uma foto com trajes típicos. Lembre-se que qualquer dinheiro é muito bem-vindo aos cubanos!

Cubano com trajes típicos (Foto: Tati Sisti)

Cubano com trajes típicos (Foto: Tati Sisti)

|Internet e tomada

Tá aí uma coisa bem difícil de encontrar em Cuba, mas que vem melhorando pouco a pouco. O acesso ainda é bem limitado e são raros os hotéis que tem Wi-Fi grátis. Quando tem, ele não é nada bom, como é o caso do Hotel Nacional, considerado um dos melhores de Havana.

Para ter acesso à internet, é necessário comprar um cartão de acesso da ETECSA, companhia de telecomunicações do país. Esse cartão na maioria das vezes dá acesso à 1 hora de internet e custa 1 CUC.

Feito isso, você precisa colocar o código no seu celular e conectá-lo em um dos pontos de Wi-Fi da cidade que está. Pode parecer estranho, mas ele não funciona como um 3G, apenas na rede WiFi_ETECSA. Nos hotéis esse é o mesmo esquema a seguir.

Em Cuba todas as tomadas são 220V e os pinos são duplos e com entradas redondas, assim como eram as antigas tomadas no Brasil. Lembre-se de levar um adaptador universal para carregar seus aparelhos eletrônicos.

|Transporte

Dentro das cidades o transporte não é difícil. São várias as opções, entre elas ônibus- também conhecidos como guaguas -, táxis, táxis coletivos, bicitáxis e cocotáxi. Dica: pechinche e não pague mais do que 7 CUC para qualquer lugar da cidade, incluindo Havana (você vai notar que os motoristas sempre tentam cobrar mais de 10 CUC de turistas). Os ônibus custam 1 CUC, mas estão sempre muito cheios.

Já do aeroporto de Havana para o centro da cidade você provavelmente vai desembolsar em torno de 30 CUC. Se você quiser dar uma volta em um dos carros antigos (turísticos), vai pagar entre 30 CUC e 50 CUC por uma ou duas horas.

La Floridita, em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

La Floridita, em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

Se você for para outras cidades, vai passar por muitas cidades minúsculas e quase não vai ver carro. Nelas, o principal meio de locomoção são as charretes.

E por falar em conhecer outras cidades, a forma mais comum para chegar de um lugar ao outro é táxi ou táxi compartilhado. Prepare-se para desembolsar uma boa grana caso tenha isso no seu roteiro (chega a custar R$ 90 por pessoa para ir até Varadero, por exemplo).

Alugar um carro por lá também é quase uma missão impossível. Além de ter poucas opções, custa muito caro. Só fomos conseguir um em Varadero e saiu R$ 1500 para 4 dias, pechinchando muito!

A regra geral para alugar um veículo e dirigir em Cuba é possuir a carteira de habilitação do país de origem, o passaporte e ser maior de 21 anos.

Se você não quer alugar um carro ou andar em táxi compartilhado, pode optar por ir de uma cidade para a outra de ônibus. O mais famoso é o Viazul. Mesmo assim os valores ainda são altos. Veja os preços diretamente no site da empresa aqui.

Cocotáxi em Havana, Cuba (foto: Tati Sisti)

Cocotáxi em Havana, Cuba (foto: Tati Sisti)

|Hospedagem

Temos que falar sobre hospedagem por partes, começando por Havana. A cidade é a maior do país e por isso a expectativa é que tenha os melhores hotéis. Mas Cuba como um todo não tem as melhores opções de hospedagem.

Há quem prefira ficar em casa de família e experimentar a “verdadeira Cuba”, há quem opte por um hostel – e opções não faltam -, e há quem prefira investir um dinheiro a mais e ficar num hotel maior e com mais estrutura.

Hotel Nacional de Cuba (Foto: Tati Sisti)

Hotel Nacional de Cuba (Foto: Tati Sisti)

Nós ficamos algumas noites no famoso Hotel Nacional, que é um símbolo de Havana e foi construído em 1930 por empresas americanas. Esse prédio foi casa de encontros históricos e palco de um marco do país, já que em 1933 ocorreu um bombardeio que levou ao Golpe Militar de Fulgêncio Batista. Essa batalha ficou conhecida como Batalha do Hotel Nacional.

Além disso, em 1944, aconteceu na suíte presidencial do hotel a primeira reunião das “Famílias da Máfia”. Alguns anos depois, quando Cuba estava praticamente fechada para o turismo, o hotel foi usado para receber funcionários de governos estrangeiros e diplomatas.

Toda essa história é mantida em suítes que não foram reformadas e, infelizmente, não são das mais limpas, apesar de seu alto preço. Internet e café da manhã estão inclusos, mas também estão longe de ser bons. A melhor parte do hotel é, na verdade, a área comum onde qualquer pessoa pode entrar, mesmo as que não estão hospedadas lá. O saguão com lustres antigos e o jardim que leva até o mar são bastante fotogênicos e bem bonitos.

Tivemos outra experiência um pouco mais exótica em Havana em um “hotel” chamado CasavanaCuba. Colocamos hotel entre aspas porque ele ocupa alguns andares de um prédio residencial. Em um dos andares fica a recepção, uma sacada com um belo visual da cidade e também mesas onde é servido o café da manhã (e um welcome drink). Dessa vez, a comida estava bem agradável e o atendimento impecável.

Os outros andares abrigam os quartos, modernos, limpos e bem mobiliados. Há uma sala em comum e banheiros privativos. O preço é bem mais agradável que o do Hotel Nacional. Recomendamos muito.

Visual do Casavana Hotel (Foto: Gabriel Bester)

Visual do Casavana Hotel (Foto: Gabriel Bester)

Os dois acima são considerados hotéis 5 estrelas, mas seguindo os padrões do país. Outros com a mesma qualificação, mas muito mais bem elogiados em sites de busca de hotéis são o Tryp Habana Libre, Boutique Casa 1932, Melia Habana, Iberostar Parque Central e o Gran Hotel Manzana Kempinski La Habana.

Vamos para os “resorts all-inclusive” comuns em outras cidades praianas como as que visitamos, Havana e Cayo Coco. Não se iluda achando que é o mesmo esquema dos hotéis de outros luares do Caribe ou dos Estados Unidos. Os quartos não são tão incríveis nem tão limpos e a comida não é boa.

Isso em Varadero, principalmente. Nós ficamos no Be Live Experience Varadero e foi um pouco decepcionante no geral. Não comemos bem e não aproveitamos como queríamos, já que a praia é cheia e tivemos alguns imprevistos na hora de alugar um carro.

Já em Cayo Coco a situação era um pouco melhor. Além da praia vazia (e linda), o Pullman Cayo Coco tem uma estrutura muito melhor, mais organizada, além de ser mais limpo e com mais opções de restaurantes. A qualidade da comida era um pouco melhor, mas chegamos a conclusão que a gastronomia de Cuba não é das nossas preferidas.

No fim das contas, recomendamos esse último hotel principalmente pela estrutura e localização. Passamos dias bem mais agradáveis por lá.

Bangalô em Cayo Coco, Cuba (Foto: Gabriel Bester)

Bangalô em Cayo Coco, Cuba (Foto: Gabriel Bester)

|Gastronomia

Como comentamos anteriormente, a gastronomia de Cuba não agradou tanto nosso paladar. Mas é questão de gosto e sua experiência pode ser completamente diferente da nossa.

A comida é cara, principalmente nos restaurantes “normais”, que são geridos por cubanos empresários ou por estrangeiros que vivem em Cuba. Há também restaurantes do governo, que são geridos pelo governo e é o caso dos famosos Floridita e La Bodeguita del Médio.

Por lá se come muita mandioca, além de carne de porco e de boi e as refeições em restaurantes considerados bons saem entre 10 CUC e 15 CUC. Entre as comidas típicas estão o Arroz Congrís (arroz com feijão vermelho cozidos na mesma panela), Ropa Vieja (que tem como base carne de boi desfiada) e Chicharrones (também conhecido como torresmo no Brasil).

Entre as bebidas, destaque para Cuba-Libre, Daiquiri, Creme de Vie, Rum, Mojitos e Bucanero, que é a cerveja local.

La Bodeguita del Medio, em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

La Bodeguita del Medio, em Havana, Cuba (Foto: Tati Sisti)

|Curiosidades

Se você está sonhando em ir para Cuba e fazer belas imagens com seu drone, esqueça! Não adianta nem levar, já que você não entra no país portando um. Caso leve, ele ficará guardado no aeroporto durante toda sua viagem e você terá que pagar uma multa diária enquanto estiver lá. Essa multa é baseada no valor do equipamento.

Outra curiosidade é que você vai se deparar com muitas feiras de artesanato onde o destaque são os quadros pintados a mão. São lindos, coloridos e baratos!

Loja de quadros em Varadero, Cuba (Foto: Gabriel Bester)

Loja de quadros em Varadero, Cuba (Foto: Gabriel Bester)

Um de  80cm X 60cm custa aproximadamente R$ 80. Se você comprar, o vendedor vai enrolar e embalar a tela em um tubo de papelão para que você possa levar para casa. O que a maioria dos turistas não sabe é que essa oficiais cobram um valor de 10% (mais ou menos) por essa ela assim que você passa pela imigração no aeroporto.

Eles te perguntam o preço, desembalam, cobram o imposto e carimbam dizendo que o item foi revisado. Eles dizem que você está embarcando com uma “obra de arte”, mas infelizmente é difícil de dizer se os próprios artistas sabem da cobrança desse valor sobre suas peças. Você pode pagar em CUC, dólar ou Euro.

|Resumo de preços

Passagem – R$ 2000
Hotel – a partir de 50 CUC
Alimentação – 10 CUC por refeição
Transfer de/para aeroporto – 25 CUC por trajeto
Corrida de táxi – 10 CUC
Voo para Cayo Largo – 170 CUC
Atrações turísticas – a partir de 5 CUC
Passeio de conversível – a partir de 20 CUC por pessoa
Charuto – a partir de 4 CUC a unidade
Aluguel de carro – 95 CUC a diária

* O Trip To Follow viajou para Cuba em dezembro de 2018

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